Atualidade
Todos os anos a World Allergy Organization elege um tema relacionado com a patologia alérgica que merece especial atenção, tanto por parte dos profissionais de saúde, como por parte das populações. Em 2023, o tópico que suscita particular preocupação é o impacto das alterações climáticas no desenvolvimento e/ou agravamento das doenças alérgicas.
Foi concebido um modelo que utilizou a aprendizagem automática para prever exacerbações recorrentes em adultos com asma, analisando dados do mundo real, de acordo com uma carta publicada na revista Annals of Allergy, Asthma & Immunology.
A microbiota intestinal madura com um ano de idade mediou 63 % do efeito protetor dos irmãos mais velhos no risco de desenvolver alergia alimentar mediada por IgE na infância, de acordo com um estudo publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology.
A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) alerta para a alergia ao veneno de abelha que pode causar reações de alergia generalizada, incluindo alergia grave (anafilaxia).
O aumento da incidência mundial de alergias alimentares tem motivado a realização de estudos de intervenção no âmbito da prevenção primária. Estes estudos têm sido efetuados, particularmente em crianças com risco atópico, com o objetivo principal de estabelecer recomendações que permitam intervir precocemente, prevenindo o desenvolvimento de alergia alimentar que afeta até uma em cada cinco pessoas. Embora raramente fatais, as alergias podem afetar o crescimento, desenvolvimento e qualidade de vida das crianças, além de estarem associadas a custos pesados de saúde e utilização de recursos.
A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e o Centro Hospitalar Universitário Charité (Berlim) lideram uma investigação internacional com o objetivo de desenvolver e validar um novo método eletrónico para controlo diário da asma, permitindo melhorar a monitorização e a autogestão da doença por parte dos doentes.
A comparticipação universal a 50 % do custo total deste tratamento em Portugal data de 19/03/1981, e, de forma absolutamente inexplicável, essa comparticipação foi revogada em 09/08/2011, explica a direção desta sociedade científica. Ao contrário de muitos outros países da União Europeia, Portugal mantém uma política de não comparticipação da imunoterapia específica com alergénios, limitando o acesso dos doentes a este tipo de tratamentos.
Um adesivo para pele experimental tem-se demonstrado promissor para tratar bebés altamente alérgicos a amendoim, treinando os seus corpos para lidar com um consumo acidental, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos.
Os encargos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com prestadores convencionados para exames de Imunoalergologia e Pneumologia mais do que duplicaram (+121,8 %) em 2021, chegando aos 2,8 milhões de euros, segundo um estudo da Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
O Hospital das Caldas da Rainha é o primeiro do país a administrar imunoglobulina humana subcutânea facilitada a doentes com défices do sistema imunitário.



